quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Anoitecer

O sol bate-te no rosto, o mesmo sol que anoitece Lisboa morre na tua cara e tudo o resto desvanece. Nem as duas margens que se beijam no Tejo azul significam algo, comparada a tua presença onírica.
Pareces alheio ao que te rodeia, mesmo a música que mais um fim de tarde. Nem mesmo os teus que te rodeiam te tiram a serenidade. E agora, as cores do céu em tons de baunilha realçam a tua pele, o teu peito que sobressai da tua camisa entreaberta, enquanto o sol desaparece por entre os prédios.
Anseio o teu nome; Francisco, Gonçalo... surgem. Demasiado comuns para tamanha dimensão.
Acabaste de sorrir e o mundo ou pelo menos Lisboa parou por instantes, rendida a tamanha beleza e a noite já nos envolve. 

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